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Iemanjá: A senhora das águas do mar

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Introdução Iemanjá aparece nos registros ligados às tradições africanas e afro-brasileiras como uma das entidades mais conhecidas associadas às águas.  Seu nome está ligado ao mar, aos rios e à origem da vida.  Em muitos relatos antigos, ela surge como uma figura ligada à maternidade e ao cuidado, mas também ao poder das águas profundas e à força do oceano. As histórias sobre Iemanjá vieram principalmente das tradições iorubás , trazidas da África para o Brasil durante o período da escravidão.  Com o passar do tempo, esses relatos continuaram sendo contados e ganharam espaço em diferentes regiões.  Em muitas descrições, Iemanjá é vista como uma grande mãe ligada ao nascimento de diversos outros seres e entidades. Os registros falam dela como alguém que vive nas águas do mar, observando embarcações , pescadores e pessoas que dependem do oceano para sobreviver.  Em algumas histórias, ela aparece ajudando quem está perdido nas águas.  Em outras, demonstra for...

Ereshkigal: A rainha do submundo sumério

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Introdução Ereshkigal é uma das figuras mais marcantes dos registros antigos da Mesopotâmia.  Ela aparece como a governante do mundo dos mortos, um lugar onde todos acabam chegando depois da vida.  Diferente de outras entidades ligadas à morte , Ereshkigal não circula entre os vivos.  Ela permanece em seu domínio, onde mantém controle absoluto sobre tudo o que entra e nunca mais sai. Os textos antigos descrevem o submundo como um lugar fechado, escuro e silencioso.  Não é um espaço de julgamento ou recompensa.  É um destino inevitável.  Ereshkigal é quem garante que esse lugar funcione.  Nada entra sem passar por regras, e nada sai sem que ela permita.  A presença dela nos registros está ligada a momentos decisivos.  Quando alguém cruza o limite entre o mundo dos vivos e o dos mortos, é com o domínio de Ereshkigal que passa a lidar.  Isso mostra que sua função não é atacar nem interferir diretamente na vida das pessoas, mas controlar o...

Abraxas: A entidade dos registros gnósticos

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Introdução Abraxas aparece nos registros ligados ao gnosticismo como uma entidade diferente das demais.  Ele não surge como um personagem comum dentro de uma história linear com começo, meio e fim.  Seu nome aparece em textos antigos e também em objetos usados na época, como pedras gravadas, conhecidas como gemas, onde sua imagem era registrada. Nessas representações, Abraxas é descrito com uma forma incomum: cabeça de galo , corpo humano e pernas de serpente .  Ele geralmente aparece segurando objetos nas mãos, como um chicote ou escudo.  Essa forma não segue o padrão de deuses conhecidos de outras culturas.  Ele é apresentado como algo fora do comum, com características misturadas. Os registros não mostram Abraxas vivendo entre pessoas ou participando de histórias como outros deuses.  Ele não aparece caminhando, governando cidades ou liderando povos.  Em vez disso, ele surge ligado a algo mais amplo, associado ao funcionamento do mundo e às força...