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Ereshkigal: A rainha do submundo sumério

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Introdução Ereshkigal é uma das figuras mais marcantes dos registros antigos da Mesopotâmia.  Ela aparece como a governante do mundo dos mortos, um lugar onde todos acabam chegando depois da vida.  Diferente de outras entidades ligadas à morte , Ereshkigal não circula entre os vivos.  Ela permanece em seu domínio, onde mantém controle absoluto sobre tudo o que entra e nunca mais sai. Os textos antigos descrevem o submundo como um lugar fechado, escuro e silencioso.  Não é um espaço de julgamento ou recompensa.  É um destino inevitável.  Ereshkigal é quem garante que esse lugar funcione.  Nada entra sem passar por regras, e nada sai sem que ela permita.  A presença dela nos registros está ligada a momentos decisivos.  Quando alguém cruza o limite entre o mundo dos vivos e o dos mortos, é com o domínio de Ereshkigal que passa a lidar.  Isso mostra que sua função não é atacar nem interferir diretamente na vida das pessoas, mas controlar o...

Abraxas: A entidade dos registros gnósticos

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Introdução Abraxas aparece nos registros ligados ao gnosticismo como uma entidade diferente das demais.  Ele não surge como um personagem comum dentro de uma história linear com começo, meio e fim.  Seu nome aparece em textos antigos e também em objetos usados na época, como pedras gravadas, conhecidas como gemas, onde sua imagem era registrada. Nessas representações, Abraxas é descrito com uma forma incomum: cabeça de galo , corpo humano e pernas de serpente .  Ele geralmente aparece segurando objetos nas mãos, como um chicote ou escudo.  Essa forma não segue o padrão de deuses conhecidos de outras culturas.  Ele é apresentado como algo fora do comum, com características misturadas. Os registros não mostram Abraxas vivendo entre pessoas ou participando de histórias como outros deuses.  Ele não aparece caminhando, governando cidades ou liderando povos.  Em vez disso, ele surge ligado a algo mais amplo, associado ao funcionamento do mundo e às força...

Apófis: A serpente do caos no Egito antigo

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Introdução Apófis aparece nos registros do Egito antigo como uma enorme serpente ligada ao caos absoluto.  Diferente de outros deuses que mantêm o funcionamento do mundo, ele surge como a força que tenta interromper tudo o que está em andamento.  Sua presença não está ligada ao cotidiano das pessoas, mas sim aos momentos mais críticos, quando existe o risco de algo parar completamente. Os textos antigos colocam Apófis como o principal inimigo de Rá .  Todas as noites, quando o sol desaparece, Rá atravessa o mundo inferior em sua barca.  É nesse trajeto que Apófis ataca.  Isso não acontece uma vez só.  É um confronto que se repete diariamente.  Os egípcios entendiam que o nascer do sol dependia diretamente dessa luta. Apófis não organiza, não governa e não constrói.  Ele age apenas para impedir.  Quando entra em ação, o que estava funcionando começa a travar.  Ele tenta bloquear o caminho, parar o movimento e impedir que o ciclo continu...