Afrodite: a história da deusa da beleza e do amor
Do Homem ao Divino é um portal de conhecimento e revelações profundas sobre os grandes mistérios da humanidade. Aqui exploramos deuses ancestrais, mitos que podem ser verdades, livros apócrifos e proibidos, e as possíveis origens divinas ou cósmicas da criação. Do barro ao espírito, da terra as estrelas, mergulhe com a gente em uma jornada que desafia as versões oficiais da história. Se você busca respostas além da Bíblia, além da ciência e além do visível... este é o seu lugar.
O zoroastrismo é uma das tradições religiosas mais antigas do mundo, com origens na antiga Pérsia, atual Irã, por volta do segundo milênio a.C.
Fundado pelo profeta Zaratustra (ou Zoroastro), esse sistema de crenças influenciou profundamente outras religiões e filosofias, especialmente no que diz respeito à dualidade entre o bem e o mal.
No centro dessa tradição está Ahura Mazda, considerado o criador do universo e a fonte de toda a luz e sabedoria.
Ahura Mazda é descrito como um ser supremo, eterno e imutável, que criou o mundo com base na ordem e na verdade, conhecidas como asha.
Sua criação é marcada pela luz, símbolo da clareza, da justiça e da bondade.
Em oposição a ele está Angra Mainyu (ou Ahriman), o espírito destrutivo que representa a escuridão, a mentira e o caos.
Essa oposição não é apenas simbólica, mas estruturante para a cosmologia zoroastrista.
Este artigo apresenta a história de Ahura Mazda e sua relação com a criação do mundo segundo o zoroastrismo, com base em fontes históricas e culturais.
A abordagem é informativa, sem linguagem religiosa ou simbólica, e respeita o contexto original da tradição, permitindo que o leitor compreenda os fundamentos dessa visão - a criação pela luz.
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| Segundo o zoroastrismo, Zaratustra afirmava receber revelações diretas de Ahura Mazda, o princípio supremo da luz e da ordem. |
O zoroastrismo surgiu na região da Pérsia, em um período de transição entre sociedades nômades e sedentárias.
Zaratustra, considerado o fundador da tradição, viveu em uma época marcada por conflitos tribais e disputas religiosas.
Ele propôs uma nova visão espiritual centrada em um único deus supremo: Ahura Mazda.
Essa proposta rompeu com o politeísmo predominante e introduziu uma ética baseada na escolha consciente entre o bem e o mal.
Zaratustra não se apresentou como um deus ou como um ser divino, mas como um mensageiro que recebeu revelações diretamente de Ahura Mazda.
Essas revelações foram posteriormente registradas nos Gathas, hinos que compõem a parte mais antiga do Avesta, o livro sagrado do zoroastrismo.
Neles, Zaratustra descreve a criação do mundo como um ato deliberado de Ahura Mazda, que trouxe à existência tudo o que é bom, verdadeiro e ordenado.
A proposta de Zaratustra era ética e filosófica: os seres humanos têm o livre-arbítrio para escolher entre o caminho da luz (asha) e o da escuridão (druj).
Essa escolha molda não apenas o destino individual, mas também o equilíbrio cósmico entre as forças do bem e do mal.
Ahura Mazda é descrito como o criador de tudo o que existe, incluindo o tempo, o espaço, os elementos da natureza e os princípios morais que regem o universo.
Sua criação é fundamentada na luz, que representa a verdade, a sabedoria e a justiça.
Ele não é apenas um ser poderoso, mas também a própria personificação da ordem cósmica.
Segundo os textos do Avesta, Ahura Mazda criou o mundo em sete etapas, cada uma correspondendo a um aspecto da existência: o céu, a água, a terra, as plantas, os animais, a humanidade e o fogo.
Este último, o fogo, é especialmente importante no zoroastrismo, sendo considerado uma manifestação visível da luz divina e um símbolo da presença de Ahura Mazda.
A criação pela luz não é apenas um evento físico, mas também moral.
Ahura Mazda oferece aos seres humanos a capacidade de pensar, escolher e agir com base na razão e na ética.
Essa ênfase na responsabilidade individual é um dos pilares do zoroastrismo, que valoriza a boa conduta, o bom pensamento e as boas ações como formas de manter a ordem no mundo.
Embora Ahura Mazda seja o criador do bem e da ordem, sua criação é constantemente ameaçada por Angra Mainyu, o espírito destrutivo que representa a mentira, o caos e a escuridão.
Essa oposição entre luz e trevas é central na cosmologia zoroastrista, mas não implica em uma equivalência de poder.
Ahura Mazda é considerado superior e destinado a vencer no final dos tempos.
Angra Mainyu não é uma criação de Ahura Mazda, mas uma entidade que existe de forma independente e que escolheu se opor à ordem.
Ele é responsável por tudo o que é corrupto, doentio e violento no mundo.
Seu objetivo é corromper a criação e afastar os seres humanos do caminho da luz.
O zoroastrismo ensina que esse conflito cósmico é temporário.
No final dos tempos, haverá uma renovação do mundo (Frashokereti), em que o mal será derrotado e a criação será purificada.
Os mortos ressuscitarão, e todos os seres humanos serão julgados com base em suas ações.
Aqueles que escolheram o caminho do bem viverão em harmonia com Ahura Mazda em um mundo restaurado.
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| No zoroastrismo, Angra Mainyu (Ahriman) é o espírito da escuridão e do caos, oposto direto de Ahura Mazda. |
A história de Ahura Mazda e da criação pela luz no zoroastrismo oferece uma visão estruturada e ética do universo.
Ao apresentar um criador que valoriza a razão, a verdade e a responsabilidade individual, essa tradição milenar propõe uma forma de vida baseada na escolha consciente entre o bem e o mal.
A luz, nesse contexto, não é apenas um símbolo, mas a própria essência da criação e da ordem.
Compreender o zoroastrismo é também reconhecer sua influência em outras tradições e sua importância na formação do pensamento ético e filosófico do mundo antigo.
A figura de Ahura Mazda permanece como um marco na história das ideias, representando uma das primeiras concepções de um criador supremo associado à justiça e à sabedoria.
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