Afrodite: a história da deusa da beleza e do amor
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Nas vastas planícies dos Llanos, entre a Venezuela e a Colômbia, ecoa uma história que atravessa gerações: a de El Silbón, conhecido como o Assobiador da Morte.
Essa figura misteriosa é descrita como uma presença errante, que anuncia sua chegada com um assobio inconfundível.
A narrativa, profundamente enraizada no folclore dos povos llaneros, é contada com seriedade e respeito, sendo considerada por muitos como um relato real de advertência e temor.
El Silbón é retratado como a alma de um jovem condenado a vagar eternamente, carregando um saco com ossos.
Seu assobio percorre todas as notas musicais, do agudo ao grave, e dizem que, quando se ouve o som de perto, ele está longe — mas quando o som parece distante, é sinal de que está por perto.
Essa inversão desconcertante é um dos elementos mais marcantes da história.
Neste artigo, vamos explorar os principais aspectos da trajetória de El Silbón: sua origem, características, aparições e impacto cultural.
A proposta é apresentar essa narrativa como parte do patrimônio oral dos Llanos, respeitando sua importância histórica e simbólica.
Cada leitor poderá conhecer os detalhes e refletir sobre o significado dessa figura que continua a despertar fascínio e receio.
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| El Silbón vaga condenado a carregar o saco com os ossos do próprio pai que assassinou. |
A história de El Silbón tem início nas planícies do estado de Portuguesa, na Venezuela, e remonta ao século XIX.
Segundo os relatos, trata-se de um jovem que cometeu um crime terrível: assassinou o próprio pai.
A motivação varia conforme a versão contada — em algumas, o pai teria negado carne de veado ao filho; em outras, o jovem teria descoberto que o pai abusava de sua esposa, mãe do rapaz.
Após o crime, o avô do jovem ordenou que ele fosse severamente punido. Em vez de matá-lo, decidiu amaldiçoá-lo.
O castigo foi cruel: o neto deveria carregar os ossos do pai em um saco pelas costas, vagando eternamente pelos campos.
Desde então, El Silbón passou a ser visto como uma figura errante, que nunca encontra paz e que assombra os que cruzam seu caminho.
A origem trágica de El Silbón é contada com seriedade nas comunidades llaneras.
Para muitos, ele representa um aviso sobre os perigos da desobediência, da violência e da quebra dos laços familiares.
Sua história é passada de geração em geração, mantendo viva a memória de um passado marcado por dor, punição e arrependimento.
El Silbón é descrito como uma figura alta e esquelética, com aparência cadavérica e vestes esfarrapadas.
Carrega um saco nas costas, onde estariam os ossos de seu pai, e seu rosto é muitas vezes oculto por um chapéu de abas largas.
Seu assobio é o sinal mais temido: um som que percorre as notas musicais em sequência — do dó ao si — e que serve como prenúncio de sua aproximação.
Um dos aspectos mais intrigantes da história é a inversão da percepção sonora.
Diz-se que, se o assobio parece distante, El Silbón está por perto; se soa próximo, ele ainda está longe.
Esse detalhe confunde os sentidos e aumenta o medo de quem ouve.
Além disso, acredita-se que ele costuma aparecer durante a noite, especialmente em áreas rurais e isoladas.
Alguns relatos mencionam que El Silbón persegue homens bêbados ou infiéis, como forma de punição.
Outros afirmam que ele vaga sem destino, assombrando qualquer um que cruze seu caminho.
Em certas versões, ele entra nas casas durante a madrugada e despeja os ossos no chão, contando-os um a um.
Se ninguém acordar ao ouvir o som, alguém da família pode morrer em breve.
A figura de El Silbón ultrapassou os limites das comunidades llaneras e passou a fazer parte do imaginário coletivo da Venezuela e da Colômbia.
Sua história inspirou músicas, contos, filmes e até atrações em parques temáticos.
Em Mérida, por exemplo, há uma representação de El Silbón no parque “La Venezuela de Antier”, onde visitantes podem conhecer mais sobre essa e outras figuras do folclore local.
Além disso, a narrativa de El Silbón é frequentemente contada em festivais culturais, programas de rádio e eventos escolares.
Sua imagem é usada como símbolo de advertência, especialmente para crianças e jovens, reforçando valores como respeito à família e às tradições.
Mesmo com o passar do tempo, a história continua sendo contada com seriedade, sem perder sua força simbólica e seu impacto emocional.
A popularidade de El Silbón também cresceu com a internet, onde vídeos, podcasts e artigos ajudam a espalhar sua história para além das fronteiras dos Llanos.
Essa difusão contribui para a preservação da tradição oral e para o reconhecimento da riqueza cultural da região.
Ainda assim, nas comunidades de origem, o respeito e o temor por El Silbón permanecem vivos.
Diversos moradores dos Llanos afirmam já ter ouvido o assobio característico de El Silbón durante a noite.
Alguns descrevem encontros com uma figura alta e sombria, que desaparece misteriosamente após ser avistada.
Outros relatam sensações de calafrios, medo repentino e a impressão de estarem sendo observados, especialmente em áreas rurais e pouco iluminadas.
Há também histórias de pessoas que adoeceram ou sofreram acidentes após ouvirem o assobio.
Esses relatos são tratados com seriedade por muitos moradores, que evitam sair sozinhos à noite ou se aproximar de áreas conhecidas por aparições.
Em algumas regiões, ainda se realizam rituais de proteção, como espalhar pimenta ou carregar objetos considerados protetores.
Embora não existam registros oficiais que comprovem a existência de El Silbón, os relatos orais continuam a ser transmitidos com consistência.
Para muitos, a repetição desses testemunhos ao longo das gerações é suficiente para validar a história.
O medo que ela inspira é real, e sua presença simbólica continua a influenciar o comportamento e as crenças das comunidades llaneras.
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| Dizem os relatos que, quando o assobio parece perto, El Silbón está distante, mas quando parece distante, El Silbón já está perigosamente perto. |
A história de El Silbón é um dos relatos mais marcantes do folclore venezuelano e colombiano.
Sua origem trágica, suas características assustadoras e os inúmeros relatos de aparições fazem dele uma figura que transcende o tempo.
Mais do que uma narrativa de terror, El Silbón representa um fragmento da memória coletiva de um povo, refletindo valores, medos e experiências transmitidas por gerações.
Ao explorar essa história, é possível compreender melhor a riqueza das tradições orais latino-americanas e o papel que elas desempenham na construção da identidade cultural.
El Silbón continua a ser lembrado, temido e respeitado, não apenas como um personagem lendário, mas como parte viva da história dos Llanos.
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