Hera: A deusa do casamento na mitologia grega

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Introdução Hera é uma das principais figuras registradas na mitologia grega, conhecida como a deusa ligada ao casamento , à união e à família.  Nos relatos antigos, ela aparece como esposa de Zeus e ocupa uma posição central entre os deuses do Olimpo. Os registros mostram que Hera não era uma figura passiva.  Pelo contrário, sua atuação está diretamente ligada à manutenção das relações dentro do casamento e às consequências quando essas relações são quebradas. Diferente de outras divindades associadas a guerra ou sabedoria, Hera aparece nos textos como uma entidade que age principalmente em situações envolvendo traição, desrespeito e conflitos familiares. Os relatos indicam que sua presença é marcada por ações diretas contra aqueles que violam acordos dentro das relações.  Isso inclui tanto deuses quanto humanos. Ao longo das histórias registradas, Hera não apenas observa essas situações, mas interfere nelas de forma clara, gerando consequências práticas para os envolvido...

PANGU E A CRIAÇÃO SEGUNDO A MITOLOGIA CHINESA

INTRODUÇÃO


Desde os primórdios da HUMANIDADE, diversos povos buscaram compreender a ORIGEM do universo e o surgimento da vida.

Na MITOLOGIA CHINESA, uma das narrativas mais antigas e fascinantes envolve uma entidade primordial conhecida como PANGU.

Diferente das tradições ocidentais que remetem à criação como um ato divino de fora para dentro, os chineses antigos viam o cosmos como um processo cíclico, orgânico, surgido do próprio CAOS PRIMORDIAL.

E é desse caos que PANGU nasce - ou desperta - para moldar o mundo com o próprio corpo.



Pangu gigante, barbudo e peludo, em meio ás nuvens.
Representação imponente de Pangu, o gigante ancestral
da mitologia chinesa. Ele aparece sozinho, com corpo
robusto, barba longa e coberto de pelos, simbolizando
a força primordial da criação. Atrás dele, nuvens
densas completam a atmosfera mística, remetendo
ao momento em que separou o céu da terra com seu
corpo colossal.



O CAOS COMO UM GRANDE OVO


Segundo a lenda, no início de tudo havia apenas o CAOS, descrito como um imenso vazio informe, semelhante a um gigantesco OVO CÓSMICO.

Esse ovo continha em seu interior todas as forças do YIN e YANG, ainda misturados e em desequilíbrio.

Após milênios nesse estado, uma centelha de consciência emergiu: PANGU, o primeiro ser vivo, gigante, peludo e dotado de uma força incomensurável.

Com seu despertar, ele rompeu o ovo e iniciou a separação das forças que ali habitavam.

O Yang (leve e claro) subiu para formar o CÉU, enquanto o Yin (denso e escuro) desceu para formar a TERRA.

A CONSTRUÇÃO DO UNIVERSO COM O PRÓPRIO CORPO


PANGU percebeu que céu e terra ainda ameaçavam se colidir, então decidiu manter-se entre eles.

Durante dezoito mil anos, ele cresceu continuamente, empurrando o CÉU para cima com a cabeça e pressionando a TERRA com os pés.

Quando finalmente completou sua tarefa e garantiu e estabilidade do mundo, seu corpo cansado sucumbiu - e foi nesse momento que o universo, tal como conhecemos, tomou forma.

Das suas RESPIRAÇÕES surgiram o VENTOS e o TROVÃO.

Sua VOZ se tornou o som do TROVÃO DISTANTE.

Seus OLHOS tornaram-se o SOL e a LUA.

Os MEMBROS viraram as MONTANHAS, seu SANGUE formou os RIOS, e seus CABELOS deram origem as ESTRELAS e GALÁXIAS.

Até mesmo os PARASITAS que viviam em seu corpo deram origem a HUMANIDADE, segundo algumas versões da lenda.



Corpo do Pangu caído, com partes se separando, sangue escorrendo como rios.
A imagem retrata o corpo caído de Pangu, o ser
primordial da mitologia chinesa, no momento em que
sua morte dá origem ao mundo. Ossos começam a se
desprender, e seu sangue escorre como rios, simbolizando
a transformação da sua essência em elementos naturais.
Os olhos brilham com cores distintas - o direito, amarelo
como o sol; o esquerdo, reluzente como a luz da lua. a
cena representa o instante sagrado em que o universo
nasce do corpo de um deus
.



 UMA VISÃO CÓSMICA E INTRIGANTE 


Diferente de outras COSMOGONIAS, a história de PANGU não envolve guerras celestiais, punições ou castigos.

Ela reflete uma visão do mundo baseada na HARMONIA DOS OPOSTOS, no equilíbrio entre forças complementares e no SACRIFÍCIO natural como parte do ciclo da existência.

O universo não foi criado por imposição, mas por TRANSFORMAÇÃO, a cada elemento da NATUREZA carrega em si parte do corpo de PANGU - o que, para os chineses antigos, reforçava a ideia de que tudo está conectado.

CONCLUSÃO


A história de PANGU é, ao mesmo tempo, poética e simbólica.

Ela nos convida a enxergar o mundo não como algo separado de nós, mas como um GRANDE ORGANISMO VIVO, formado pelas partes de um ser primordial.

Diferente da criação ex nihilo das tradições ocidentais, aqui o universo é fruto de um AUTO- SACRIFÍCIO DIVINO, onde o próprio criador se desfez para dar origem a vida 

Um lembrete poderoso de que somos feitos das mesmas estrelas, montanhas e rios - e talvez, como os antigos acreditavam, sejamos partes do CORPO VIVO DO COSMOS.








Comentários

  1. O tema bate com o que tenho aprendido de algumas teorias sobre a crianção, estão ligados. Quando fala que o próprio criador se desfez para dar origem a vida e outros relatos fala que o criador foi sugado para a criação.

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